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Sérgio Moro afirmou achar "perturbador" que eleitores ainda votem em políticos notoriamente corruptos

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As eleições municipais de outubro se aproximam e a sensação de que a corrupção irá persistir em muitas cidades do país traz um sentimento de impotência na maioria dos eleitores conscientes. Muitos candidatos de partidos de esquerda, aqueles que estiveram ao lado do PT nos últimos treze anos, disputam prefeituras com chances de serem eleitos.

Durante sua última palestra realizada nos Estados Unidos, o juiz federal Sérgio Moro afirmou que o apoio da opinião pública à operação Lava Jato tem sido fundamental para barrar tentativas de obstrução da Justiça por parte dos políticos e empresários corruptos investigados.

Moro falou ainda sobre a dificuldade de expurgar os políticos corruptos da vida nacional. Os velhos conhecidos ainda se valem de campanhas milionárias junto a comunidades carentes, exploram a inocência de pessoas sem instrução, compram votos e continuam explorando questões como a violência, saúde e educação, mas que até hoje foram incapazes de mudar algo. São os mesmos políticos corruptos de sempre que aparecem nas eleições. O povo precisa ficar atento quanto a estes candidatos. De nada vai adiantar investigar criminosos que conseguem se eleger e garantir foro privilegiado.

Moro lamentou a lentidão da Justiça afirmou ser este como um dos principais problemas na luta contra a impunidade dos corruptos e cobrou que o governo e o Legislativo "também tem que fazer o seu dever de casa". Questionado por um participante do evento porque políticos corruptos continuam a ser eleitos no Brasil, Moro disse que é algo "perturbador".

Sem citar o nome do político, ele lembrou o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) como símbolo dessa impunidade eleitoral.

"Temos um deputado federal com um mandado de prisão internacional emitido aqui, em Nova York, e outro emitido pela França. Mas ele continua sendo deputado", disse. "É estranho que as pessoas continuem a votar nessa pessoa".

Para ele, isso talvez ocorra devido à influência econômica do candidato, que muitas vezes usa recursos proveniente de atividades criminosas, o que lhe dá vantagem sobre políticos honestos. A pressão popular, afirmou, é fundamental para mudar essa situação.


"É importante que a opinião pública exija mudanças nas instituições brasileiras. O que nos dá esperança nesse caso é o apoio da opinião pública. Mais de 3 milhões de pessoas foram às ruas em protesto neste ano contra muitos temas, mas a luta comum era contra a corrupção", disse.
Moro foi a Washington para participar de uma série de eventos e homenagens. Em todos eles, explicou como a Lava Jato começou e é conduzida, ressaltando as dificuldades que a operação enfrenta devido à lentidão da Justiça. Ao comentar que a Lava Jato já sofreu "centenas de recursos", fez piada: "Às vezes nem consigo ir ao banheiro sem que chegue um recurso".

Moro disse que é importante melhorar as leis contra a corrupção, mas ressaltou a importância de agilizar o sistema judicial.

"Temos leis lindas e modernas, mas muitas vezes o sistema simplesmente não funciona", disse. "As pessoas lembram a famosa frase do ex-presidente Bill Clinton, 'É a economia, estúpido!'. Neste caso, é o processo".
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  1. Parte dessa corrupção se dá devido ao próprio povo que também não se informa. Tudo bem que a mídia induz, mas são poucos que se interessam sobre o assunto política.

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