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Revista The Economist duvida da honestidade de Lula: perdeu respeito do povo brasileiro

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Há pouco tempo, a revista britânica The Economist dedicou um longo editorial sobre a tentativa do ex-presidente Lula de se explicar ao STF em uma de suas inúmeras tentativas de escapar das mãos do juiz Sérgio Moro. Segundo a revista, as estratégias de Lula só servem para comprovar seu temor de ser preso por coisas erradas que fez durante a o exercício da presidência e após o fim de seu último mandato. A matéria repoduz uma carta que o ex-presidente enviou ao STF. Acompanhe abaixo um treco do editorial da revista britânica:

"Eu nunca tive acesso a um estudo formal, como os brasileiros sabem", escreveu Lula em uma carta aberta ao supremo tribunal este mês, numa tentativa de se redimir por ter ofendido a Corte Suprema do Brasil, após ter chamado a todos de covardes.


"Eu não sou um doutor, indicado por letras ou com grande conhecimento da lei", escreveu ele. "Mas eu sei que, como todo ser humano, como distinguir entre o certo e o errado, o que é justo e injusto." Este foi o humilhante apelo de Lula, numa mensagem indireta aos brasileiros mais pobres  de que ele também é um deles, e como eles, também sofre injustiças infligidas pela ausência das aulas de letras, e que ele, como os demais pobres, também é um homem honesto. Mas será?

A missiva foi parte de uma defesa cada vez mais desesperada daquele que já foi o político mais importante do Brasil deste século. Mas tudo se perdeu em apenas dois anos de investigações sobre os desvio bilionários na Petrobras. Os investigadores da Lava Jato estão se fechando sobre o ex-presidente. Fortes indícios apontam que ele tomou presentes de empreiteiras envolvidas no assalto à Petrobras. Apesar de todas as evidências, Lula continua negando tudo.


Lula foi acusado de ocultar a propriedade de um apartamento à beira-mar. Sérgio Moro, o juiz que conduz as investigações, deteu Lula brevemente para responder perguntas sobre o tema e também sobre doações para seu instituto. Lula insiste que as propriedades foram emprestados e as doações milionárias foram legais. Logo em seguida, Lula ameaçou percorrer o país para defender sua inocência, mas logo teve que mudar de ideia. O Sr. Moro publicou fitas de seus telefonemas para aliados. Em linguagem chula, Lula faz ameaças, tenta interferir na justiça e acusa o tribunal supremo de ser covarde.

Mas quem foi o covarde ao final das contas foi Lula, que tentou de forma sorrateira assumir um ministério no governo Dilma, como forma de fugir do alcance da lei.


Lula está longe de ser o primeiro herói da classe trabalhadora que começou a adorar as coisas boas da vida. Ele é em parte uma vítima de sua própria arrogância. Ele desenvolveu seu próprio ódio da oposição de centro-direita. Ele tentou isolá-lo pela polarização política entre "o povo" e os "neoliberais" e pela engenharia de uma coalizão em ruínas de oportunistas. funcionários da PT foram condenados por pagar subornos aos aliados em um escândalo conhecido como mensalão. Encurralado em seu primeiro mandato, ele conseguiu contornar tudo. Mas o ferro tinha entrado em sua alma.

Lula perdeu respeito do povo brasileiro. De acordo com o Datafolha, um instituto de pesquisas, a maioria dos entrevistados o desaprovam. Isso pode condenar o PT nas próximas eleições para prefeito. Aos 70 anos, Lula afirmou ser "a única pessoa capaz de incendiar o país", disse um aliado nas fitas. O Brasil se prepara para uma longa luta entre a Justiça e do líder que tem mais poderosamente encarnou a causa da justiça social. A tragédia é que eles não estão no mesmo lado.

Artigo original AQUI
Sergio Moro 3061068232355080484

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