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Dilma não pode mais receber visitas "secretas". Qualquer visita tem que se identificar

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A presidente afastada Dilma Rousseff bateu o pé em morar no Palácio da Alvorada durante o julgamento de seu processo de impeachment no Senado, que pode durar até seis meses, e acabou conseguindo manter a regalia.

O problema é que, junto com o a mordomia de viver às custas do contribuinte, podendo contar com vários serviçais, seguranças e auxiliares tem seu custo. Dilma não pode receber quem bem entender sem antes comunicar ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI).

Inconformada com o fim de sua "privacidade", (o Palácio do Planalto é patrimônio do povo), Dilma acionou o senador Jorge Viana (PT-AC) nesta quinta-feira (19) para se queixar da barreira colocada perto do Palácio do Jaburu, onde mora Michel Temer, que é próximo do Palácio da Alvorada, onde mora a presidente Dilma Rousseff. Com isso, quem precisa ir ver a presidente é parado e precisa de autorização do Jaburu para passar, informou o senador.

"Faço um apelo ao presidente do Supremo, ministro Lewandowski: questione as autoridades instaladas provisoriamente no Palácio do Planalto se isso é legal. Faço um apelo às autoridades: que garantam o ir e vir conforme estabelece a Constituição. Eu espero que a imprensa possa ir lá ver, saber por quê, porque eles poderiam resolver isso fácil: uma barreira na parte da rua para quem quiser visitar o Jaburu e quando alguém disser que está indo visitar a presidente Dilma não ter que dar nome", disse.

"Eu faço um apelo aos ministros da área militar. Eu faço um apelo ao Palácio do Planalto. Eu faço um apelo ao Presidente Michel Temer. Ou seja, você tem um controle absoluto de qualquer pessoa que queira ter algum tipo de contato com a Presidente Dilma. Ele tem de passar por uma barreira instalada antes do Palácio do Jaburu, com uma grade, com um militar fortemente armado. E não importa a função que você ocupe", complementou.

"Eu estou dizendo que eu acabei de fazer uma visita à presidente Dilma, eu estava com o presidente do Congresso Nacional (Renan Calheiros) e tivemos que nos identificar, esperar um bom tempo para que telefonemas fossem dados, para que ligações fossem feitas para ver se nós podíamos passar para fazer uma simples visita à Presidente Dilma. Isso significa que a Presidente eleita está sitiada? Que País é este? Que Governo provisório é esse? Essa é a plena democracia? Isso é o funcionamento pleno das instituições?", questionou.

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) esclareceu à Agência Brasil que a barreira faz parte de um protocolo de segurança dos dois presidentes. Segundo a assessoria do GSI, ela foi colocada pela primeira vez em 13 de março, de modo a proteger a presidenta Dilma no dia de uma grande manifestação. Depois disso, foi retirada e recolocada várias vezes e está em funcionamento.

O GSI informou ainda que a assessoria de Dilma repassa uma lista com nomes das visitas previstas no dia e todas têm passagem liberada após a devida identificação e checagem do nome.

Em caso de visitas eventuais, que não constem da lista, os militares que atuam na barreira telefonam para a assessoria do Alvorada e checam se há permissão para que a pessoa siga. Em caso positivo, o visitante é imediatamente liberado, acrescentou a assessoria da GSI.
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