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Dilma já era, apontam os principais jornais da Europa. O fim de algo que nem começou acaba no meio

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O portal Terra fez um apanhado das manchetes dos principais jornais europeus e constatou que a imprensa do velho continente considera a presidente Dilma Rousseff uma cara fora do baralho. O jornal francês Le Monde dedicou um espaço nobre ao desembarque do PMDB do governo na capa de sua edição impressa desta quarta-feira, com uma grande foto da presidente brasileira e o título "Dilma Rousseff, um pouco mais perto da destituição".

A correspondente do Le Monde em Brasília, Claire Gatinois escreveu: "O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), cujo destino foi ligado ao do PT, abandonou um governo quase moribundo, na esperança de salvar sua imagem e seu poder" "A partida do PMDB também significa apoio ao processo de impeachment."

O The Guardian, um dos principais jornais britânicos,noticia que com a saída do partido de coalizão do governo, Dilma está mais próxima de um impeachment. "A partida do PMDB marca uma nova baixa em uma longa crise política", diz o jornal. "Nenhum dos potenciais substitutos de Rousseff têm as mãos limpas", ilustra o jornal, lembrando que membros do PT alegam que as acusações usadas como base para um impeachment foram forjadas por adversários que não aceitaram a derrota eleitoral.



"Poderia ser o início do fim para a presidente brasileira", escreveu o alemão Tagesschau sobre o desembarque do PMDB. "O partido está participando de um golpe de Estado", diz a publicação, ressaltando que a sigla tem interesses particulares. "Porque se Roussef realmente for derrubada após o processo de impeachment, o vice-presidente, Michel Temer, entra em cena. E, por acaso, ele é o presidente do PMDB. O Brasil está passando por momentos difíceis", aponta.

O espanhol El País chama de "paradoxal" o fato de o PMDB pedir que todos os seus ministros se demitam do governo e justamente Temer, presidente do partido, não se demitir de maneira nenhuma. Obviamente porque ele quer assumir a presidência, aponta o jornal.

O jornal de maior circulação na Espanha afirma que em um mês tudo pode estar decidido. "O tempo joga conta Roussef, que ou encontra novos aliados ou tem os dias contados [...] O governo teme uma debandada geral e, a cada minuto que passa, se vê mais impotente para barrar uma destituição parlamentar [impeachment]."

Na mesma linha editorial do El País , o italiano La Republica destaca o isolamento cada vez maior de Dilma. "A presidente está cada vez mais sozinha", diz o jornal. "O abandono do PMDB torna a posição de Dilma Rousseff muito mais fraca, também porque a decisão desta terça-feira poderia convencer outros partidos menores a sair do governo", como o PP e o PSD, exemplifica.

"Com o apoio popular a Dilma Rousseff em queda livre devido ao escândalo da Petrobras e a economia em recessão, teve início a fuga da maioria dos deputados, alguns dos quais também investigados, no que já se anuncia como o desastroso fim da era do PT", conclui o La Republica .
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